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domingo, 30 de junho de 2013

Mediunidade - Juventude - 29/06/2013

Tema do mês: MUNDO ESPÍRITA                                                          Data: 29 jun 13

Tema da aula: Mediunidade

Objetivo Formativo: Reconhecer a interdependência entre o mundo espiritual e material.
Objetivo Informativo: Identificar a natureza do corpo espiritual e as características que as fundamentam.
Objetivo da aula: Resgatar conceitos sobre mediunidade, como ocorre em nosso corpo e sua importância + impacto na vida.

Prece inicial: 03´

Incentivo Inicial: Simulando um médium - 15’

Para começar, alguém sabe dizer o que é ser um médium?
- Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium.
Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. (Livro dos Médiuns, Q 159)

3 pessoas são chamadas para fazer o exercício de simulação.

Simulando a psicografia: uma pessoa ficará sentada, a outra em pé atrás ou ao lado da pessoa sentada e a terceira ficará posicionada do outro lado.
Orientar a pessoa em pé posicionar suas mãos viradas para baixo, acima da cabeça da pessoa sentada e começar a ditar uma frase para que a pessoa sentada possa ouvi-la e escrevê-la. (psicografia intuitiva)

- Nesta simulação estamos observando o médium encarnado sentado, o espírito desencarnado colocando as mãos sobre o perispírito do médium e o mentor do médium que permanece ao seu lado a todo momento, exercendo o papel de proteção (caso o espírito tenha alguma influência que não seja positiva para o médium ou caso o médium precise de alguma ajuda neste momento).

Esse tipo de evento mediúnico também pode acontecer de outras maneiras, como por exemplo: orientar a pessoa que representa o espírito desencarnado a posicionar uma mão nas costas do médium e a outra acima da mão do médium, para então ditar uma frase e ao mesmo tempo, exercer influência energética sobre os nervos e musculatura do perispírito do médium, induzindo-o à escrita. (psicografia semi-mecânica)

- Nesta situação, o mentor também continua ao lado do médium atuando para sua orientação e proteção (ele sempre está ao nosso lado, nesta ou em qualquer outra situação), e o espírito atua sobre o perispírito do médium, aproveitando as forças naturais (energia dos nervos e centros de força) do corpo do médium para realizar a escrita. Neste caso e no anterior, o médium tem a consciência do que o espírito desencarnado diz antes de escrever, porém, na segunda simulação, o médium tem a escrita influênciada pelo plano espiritual (ele não decide, necessariamente, o que vai escrever). Existem ainda, médiuns que fazem a psicografia mecânica, onde não têm a consciência prévia das frases/palavras que o espírito desencarnado emite e tem a escrita completamente mecânica, influenciada pelo espírito comunicante.
 










Agora, vamos fazer outra simulação com mais 3 pessoas diferentes:

Simulando a vidência: o médium ficará sentado (apenas para facilitar a simulação), o espírito desencarnado ao lado dele e o mentor do outro lado. O médium fechará os olhos e o espírito desencarnado vai transmitir uma imagem (neste caso, a pessoa precisará descrever – falando baixo no ouvido do colega sentado - como se a imagem estivesse sendo passada ao médium. Ex: um balde marrom com galhos verdes dentro e alguns pontos coloridos, como flores desabrochando. Logo, o médium vai descrever essa imagem, de olhos fechados, da maneira como ele vê esta descrição, podendo dizer que está vendo um vaso de flores...). O médium deverá então, falar aos demais o que está vendo de olhos fechados.

Nesta simulação observem que o mentor continua ao lado do médium cumprindo seu importante papel de proteção, neste momento. Para fazer o exercício foi preciso que a pessoa representando o espírito desencarnado falasse sobre qual é a imagem passada ao médium, porém, quando isso ocorre verdadeiramente, o espírito desencarnado pode apenas influenciar transmitindo diretamente uma imagem, sem que precise falar sobre ela ou ainda o médium pode visualizar o próprio espírito que está próximo ou, ainda, as duas coisas ao mesmo tempo. Percebam também que o médium descreveu a imagem que viu de olhos fechados... Isso quer dizer que quando um médium vê ou ouve algo do plano espiritual, ele não utiliza os olhos e os ouvidos para isso, na realidade, é o cérebro que percebe essas informações.

Desenvolvimento: Entendendo os médiuns e a mediunidade – 30’

No cérebro existe uma glândula que se chama pineal ou epífise, essa glândula
é a responsável por captar, de maneira inconsciente, as informações vindas
do plano espiritual.

Quando um médium está tendo a influência de um espírito, por exemplo, essa glândula fica com um fluxo energético mais intenso, brilhando bastante.




Mas como tudo isso como começou?
- Passar curta de Kardec estudando e os eventos mediúnicos acontecendo com os médiuns. Explicar como isso aconteceu e os tipos de mediunidade observadas por ele.

O que é, então, um médium? (leitura dos evangelizandos)

Trabalhar o trecho do Livro dos Médiuns, separando conforme apresentação em power point para facilitar a compreensão:

Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium.
Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. Por isso mesmo, raras
são as pessoas que dela não possuam alguns rudimentos. Pode, pois, dizer-se que todos são, mais ou
menos, médiuns. Todavia, usualmente, assim só se qualificam aqueles em quem a faculdade mediúnica se
mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva. É de notar-se, além disso, que essa faculdade não se revela, da mesma maneira, em todos. Geralmente, os médiuns têm uma aptidão especial para os fenômenos desta ou
daquela ordem, donde resulta que formam tantas variedades, quantas são as espécies de manifestações.
As principais formas de mediunidade são: a dos médiuns de efeitos físicos; a dos médiuns sensitivos ou impressionáveis; a dos audientes; a dos videntes; a dos sonambúlicos; a dos curadores; a dos pneumatógrafos; a dos escreventes ou psicógrafos.

Explorar os temas:
 - Todos temos mediunidade?

- Então, todos somos médiuns?

- Diferenciar paranormalidade de mediunidade

- Mediunidade na infância e adolescência

- Para quê serve a mediunidade?

- Padrão de pensamentos e importância da oração

Fixação: O quê fazer se eu for um médium? – 10’

- Oração sempre, conectar com a equipe do irmão José
- Tomar os passes e fazer os tratamentos espirituais
- Estudar, pois o entendimento ajuda no controle do médium (Livro dos Médiuns, Livro dos Espíritos, Aulas de Evangelização, etc)
- Manter pensamento elevado em Jesus, Deus, conectado com o bem
- Praticar o bem

Prece Final – 2’


Próxima aula: Livro – Brasil, Coração do Mundo - A Patria do Evangelho
Lembrar Campanha “Fome Não, Amor Sim”: Fubá

Bibliografia:        

O que é médium?

Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium.
Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. Por isso mesmo, raras
são as pessoas que dela não possuam alguns rudimentos. Pode, pois, dizer-se que todos são, mais ou
menos, médiuns. Todavia, usualmente, assim só se qualificam aqueles em quem a faculdade mediúnica se
mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que então depende de
uma organização mais ou menos sensitiva. É de notar-se, além disso, que essa faculdade não se revela, da
mesma maneira, em todos. Geralmente, os médiuns têm uma aptidão especial para os fenômenos desta ou
daquela ordem, donde resulta que formam tantas variedades, quantas são as espécies de manifestações.
As principais são: a dos médiuns de efeitos físicos; a dos médiuns sensitivos ou impressionáveis; a dos
audientes; a dos videntes; a dos sonambúlicos; a dos curadores; a dos pneumatógrafos; a dos escreventes
ou psicógrafos.
O Livro dos Médiuns – Q. 159

Médium quer dizer medianeiro, intermediário. Mediunidade é a faculdade humana, natural, pela qual
se estabelecem as relações entre homens e espíritos.
Mediunidade – J. Herculano Pires – cap. I

O médium é exatamente aquele indivíduo que tem a possibilidade de propiciar a comunicação dos
mortos com os vivos. Não se trata de alguém dotado de poderes milagrosos, não! Nem de alguém atuado
pelo demônio! Tampouco alguém que sofra das faculdade mentais. Não, nada disto. Apenas tem a condição
de permitir o intercâmbio entre a Humanidade desencarnada e a encarnada. Mediunidade, acima de tudo, é
uma ferramenta de trabalho, para consolar os que sofrem, para esclarecer os que se debatem nas trevas,
quer sejam encarnados ou desencarnados.
Na acepção mais ampla do termo, todos somos médiuns pois todos estamos sujeitos à influência
dos Espíritos. Uns mais, outros menos. No entanto, há pessoas que apresentam esta faculdade em grau
mais acentuado; nelas o fenômeno se faz mais patente, mais evidenciado. São aquelas pessoas que vêem
os Espíritos, ouvem as suas vozes, dando-nos os seus recados e mensagens...
A Obsessão e seu Tratamento Espírita – Celso Martins – pág. 39

Os médiuns, em sua generalidade, não são missionários na acepção comum do termo; são almas
que fracassaram desastradamente, que contrariaram, sobremaneira, o curso das leis divinas, e que
resgatam, sob o peso de severos compromissos e ilimitadas responsabilidades, o passado obscuro e
delituoso. O seu pretérito, muitas vezes, se encontra enodoado de graves deslizes e de erros clamorosos.
Quase sempre, são espíritos que tombaram dos cumes sociais, pelos abusos do poder, da autoridade, da
fortuna e da inteligência, e que regressam ao orbe terráqueo para se sacrificarem em favor do grande
número de almas que desviaram das sendas luminosas da fé, da caridade e da virtude. São almas
arrependidas, que procuram arrebanhar todas as felicidades que perderam, reorganizando, com sacrifícios,
tudo quanto esfacelaram nos seus instantes de criminosas arbitrariedades e de condenável insânia.
Pérolas do Além – Chico Xavier – pág. 155

Ser médium não quer dizer que a alma esteja agraciada por privilégios ou conquistas feitas. Muitas
vezes, é possível encontrar pessoas altamente favorecidas com o dom da mediunidade, mas dominadas,
subjugadas por entidades sombrias ou delinqüentes, com as quais se afinam de modo perfeito, servindo ao
escândalo e à perturbação, em vez de cooperarem na extensão do bem. Por isso é que não basta a mediunidade para a concretização dos serviços que nos competem. Precisamos da Doutrina do Espiritismo,
do Cristianismo puro, a fim de controlar a energia medianímica, de maneira a mobilizá-la em favor da
sublimação espiritual na fé religiosa, tanto quanto disciplinamos a eletricidade, a benefício do conforto na
Civilização.
Pérolas do Além – Chico Xavier – pág. 157

Todos nós somos médiuns?
A mediunidade não é exclusiva dos chamados "médiuns". Todas as criaturas a possuem, porquanto
significa percepção espiritual, que deve ser incentivada em nós mesmos. Não bastará, entretanto, perceber.
É imprescindível santificar essa faculdade, convertendo-a no ministério ativo do bem. A maioria dos
candidatos ao desenvolvimento dessa natureza, contudo, não se dispõe aos serviços preliminares de
limpeza do vaso receptivo. Dividem, inexoravelmente, a matéria e o espírito, localizando-os em campos
opostos, quando nós, estudantes da verdade, ainda não conseguimos identificar rigorosamente as fronteiras
entre uma e outro, integrados na certeza de que toda a organização universal se baseia em vibrações
puras.
Pérolas do Além – Chico Xavier – pág. 149

- Sempre se há dito que a mediunidade é um dom de Deus, uma graça, um favor. Por que, então,
não constitui privilégio dos homens de bem e por que se vêem pessoas indignas que a possuem no mais
alto grau e que dela usam mal?
- Todas as faculdades são favores pelos quais deve a criatura render graças a Deus, pois que
homens há privados delas. Poderias igualmente perguntar por que concede Deus vista magnífica a
malfeitores, destreza a gatunos, eloquência aos que dela se servem para dizer coisas nocivas. O mesmo se
dá com a mediunidade. Se há pessoas indignas que a possuem, é que disso precisam mais do que as
outras, para se melhorarem. Pensas que Deus recusa meios de salvação aos culpados? Ao contrário,
multiplica-os no caminho que eles percorrem; põe-nos nas mãos deles. Cabe-lhes aproveitá-los. Judas, o
traidor, não fez milagres e não curou doentes, como apóstolo? Deus permitiu que ele tivesse esse dom,
para mais odiosa tornar aos seus próprios olhos a traição que praticou.
O Livro dos Médiuns – Allan Kardec – cap. XX – Q. 226, 2ª

Há quem se admire de que, por vezes, a mediunidade seja concedida a pessoas indignas, capazes
de a usarem mal. Parece, dizem, que tão preciosa faculdade deverá ser atributo exclusivo dos de maior
merecimento.
Digamos, antes de tudo, que a mediunidade é inerente a uma disposição orgânica, de que qualquer
homem pode ser dotado, como da de ver, de ouvir, de falar. Ora, nenhuma há de que o homem, por efeito
do seu livre-arbítrio, não possa abusar, e se Deus não houvesse concedido, por exemplo, a palavra senão
aos incapazes de proferirem coisas más, maior seria o número dos mudos do que o dos que falam. Deus
outorgou faculdades ao homem e lhe dá a liberdade de usá-las, mas não deixa de punir o que delas abusa.
Se só aos mais dignos fosse concedida a faculdade de comunicar com os Espíritos, quem ousaria
pretendê-la? Onde, ao demais, o limite entre a dignidade e a indignidade? A mediunidade é conferida sem
distinção, a fim de que os Espíritos possam trazer a luz a todas as camadas, a todas as classes da
sociedade, ao pobre como ao rico; aos retos, para os fortificar no bem, aos viciosos para os corrigir. Não
são estes últimos os doentes que necessitam de médico? Por que o privaria Deus, que não quer a morte do
pecador, do socorro que o pode arrancar ao lameiro? Os bons Espíritos lhe vêm em auxílio e seus
conselhos, dados diretamente, são de natureza a impressioná-lo de modo mais vivo, do que se os
recebesse indiretamente.
O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec – cap. XXIV – item 12

Nosso Espírito residirá onde projetarmos nossos pensamentos, alicerces vivos do bem e do mal.
Por isto mesmo, dizia Paulo, sabiamente: - "Pensai nas coisas que são de cima".
Palavras de Emmanuel – Chico Xavier – pág. 148

Em todos os tempos houve médiuns naturais e inconscientes que, pelo simples fato de produzirem
fenômenos insólitos e incompreendidos, foram qualificados de feiticeiros e acusados de pactuarem com o
diabo; foi o mesmo que se deu com a maioria dos sábios que dispunham de conhecimentos acima do
vulgar. A ignorância exagerou seu poder e, muitas vezes, eles mesmos abusaram da credulidade pública,
explorando-a.
O Que é o Espiritismo – Allan Kardec – pág. 104

As crianças podem revelar traços mediúnicos.
Não devem porém, ser conduzidas ao intercâmbio.
Em geral, pela sua imaturidade, não saberão fazer uso de sua faculdade e poderão, em decorrência
de sua comunicação precoce com o invisível, tornarem-se presas fáceis de Espíritos malévolos, inimigos
seus do passado, ou de Espíritos levianos que as terão por instrumentos de sua irresponsabilidade.
Ressalvemos, contudo, a espontaneidade.
Poderá eclodir o fenômeno espontâneo através de uma criança, independente de sessões
organizadas ou mesmo distante de qualquer prévio estudo doutrinário. Nesse caso, raro na proporção de
um por bilhões de criaturas, a naturalidade do fenômeno revela-nos que aquele espírito está efetivamente
preparado e comporta a prática normal do intercâmbio.
Mas, não olvidemos o quadro de perturbações momentâneas a que a criança está sujeita a sofrer
em decorrência do clima espiritual desequilibrado de seu lar. Essas perturbações, muito freqüentes,
poderão ser confundidas com a mediunidade espontânea, mas cessarão tão logo o lar se reequilibre,
porque eram efeitos e não a causa da ocorrência.
Findos os efeitos, pela extinção da causa, a criança retornará aos seus brinquedos e às suas
ocupações habituais, próprias da infância, vivendo o período indispensável ao seu aprimoramento interior e
ao cumprimento dos planos reencarnatórios estabelecidos a seu benefício pela Espiritualidade Maior.
Em regra geral as crianças não devem sequer, freqüentar reuniões mediúnicas de nenhuma
natureza, nem como acompanhantes e menos ainda como participantes. Elas são permeáveis demais às
influenciações e aos miasmas mentais acumulados pelo agrupamento de Espíritos enfermos numa reunião
mediúnica, sofrendo-lhes as pressões e contágio na forma de doenças orgânicas e perispirituais.
Só mesmo podem, e devem, freqüentar reuniões públicas não mediúnicas que tenham por escopo
central o conhecimento dos princípios Espíritas e as aulas de Moral Espírita-Cristã, que lhes fornecerão o
roteiro de seu futuro no comportamento sadio do presente.
No tempo próprio serão chamadas a outros setores.
Afastando as crianças do contato com as reuniões mediúnicas - assim como afastamos nossos
filhos dos laboratórios de química e outros semelhantes -, procuremos sanar as origens de suas
perturbações espirituais transitórias, renovando os lares em que crescem com a instalação do "Culto do
Evangelho", com a doutrinação de nossa língua, com o fenecimento dos comentários picantes e nervosos
às horas das refeições, com o domínio de nossos ímpetos agressivos, com a reforma de nosso
comportamento.
Desenvolvimento Mediúnico – Roque Jacintho – pág. 25

- Haverá inconveniente em desenvolver-se a mediunidade nas crianças?
- Certamente e sustento mesmo que é muito perigoso, pois que esses organismos débeis e
delicados sofreriam por essa forma grandes abalos, e as respectivas imaginações excessiva
sobreexcitação. Assim, os pais prudentes devem afastá-las dessa idéias, ou, quando nada, não lhes falar
do assunto, senão do ponto de vista das conseqüências morais.
- Há, no entanto, crianças que são médiuns naturalmente, quer de efeitos físicos, quer de escrita e
de visões. Apresenta isto o mesmo inconveniente?
- Não; quando numa criança a faculdade se mostra espontânea, é que está na sua natureza e que a
sua constituição se presta a isso. O mesmo não acontece, quando é provocada e sobreexcitada. Nota que a
criança, que tem visões, geralmente não se impressiona com estas, que lhe parecem coisa naturalíssima, a
que dá muito pouca atenção e quase sempre esquece. Mais tarde, o fato lhe volta à memória e ela o explica
facilmente, se conhece o Espiritismo.
- Em que idade pode a criança ocupar-se de mediunidade?
- Não há idade precisa, tudo dependendo inteiramente do desenvolvimento físico e, ainda mais, do
desenvolvimento moral. Há crianças de doze anos a quem tal coisa afetará menos do que a algumas
pessoas já feitas.
O Livro dos Médiuns – Allan Kardec – cap. XVIII – item 6, 7 e 8




Allan Kardec desaconselha o exercício da mediunidade pelas crianças, atento aos vários
inconvenientes que possam advir.
* * *
No exame do assunto, há que se observar o problema do desenvolvimento sob duplo sentido: físico
e mental.
Há crianças bem desenvolvidas fisicamente, mas de recursos mentais e intelectuais deficientes, o
que reforça a sábia orientação do eminente Codificador.
Existem crianças fisicamente pouco desenvolvidas, porém, mental e intelectualmente bem dotadas.
Em ambos os casos a prudência aconselha seja evitado, junto à criança, o trabalho mediúnico.
* * *
Desenvolver a mediunidade, ou seja, educá-la, significa colocar-nos em relação e dependência
magnética, mental e moral com entidades dos mais variados tipos evolutivos - evoluídas ou involuídas.
O frágil organismo infantil e sua inexperiência podem sofrer os efeitos de uma aproximação
obsediante.
* * *
A imaginação da criança é, sobremodo, excitável, o que pode ocasionar conseqüências perigosas
sob o ponto de vista do equilíbrio, da estabilidade espiritual.
A criança é facilmente impressionável.
* * *
Em decorrência das próprias leis da natureza, vive a criança em mundo diferente, muito pessoal.
Restrito às diversões infantis.
Por influência dos próprios companheiros da mesma faixa etária, pode a criança querer "brincar de
mediunidade", o que não seria de todo estranhável, porque há muita gente adulta "brincando de
mediunidade", tornando-se veículo da satisfação de sua curiosidade e de seus interesses pessoais.
* * *
Espíritos perversos ou brincalhões podem aproveitar a fragilidade e inocência infantis para
exercerem assédio sobre os ainda pequeninos intermediários do Mundo Espiritual.
* * *
São negativos todos os aspectos do desenvolvimento mediúnico das crianças.
O Codificador, missionário escolhido, estava certo ao desaconselhar tal proceder.
* * *
Há recursos de amparo às crianças que revelam mediunidade.
Prece em seu favor e dos Espíritos que delas tentam acercar-se.
Passes ministrados por companheiros responsáveis.
Freqüência às aulas espíritas de Evangelho, a fim de que possam, a pouco e pouco, ir assimilando
noções doutrinárias compatibilizadas com sua idade.
* * *
Assim como os pais da Terra "esperam, compassivos, pelo crescimento dos filhos", esperemos,
também, que o crescimento da criança enseje a oportunidade de sua integração na paisagem mediúnica.
Mediunidade e Evolução – Martins Peralva – pág. 137

Mediunidade na adolescência
É geralmente na adolescência, a partir dos doze ou treze anos, que se inicia o segundo ciclo. No
primeiro ciclo só se deve intervir no processo mediúnico com preces e passes, para abrandar as excitações
naturais da criança, quase sempre carregadas de reminiscências estranhas do passado carnal ou espiritual.
Na adolescência o seu corpo já amadureceu o suficiente para que as manifestações mediúnicas se tornem
mais intensas e positivas. É tempo de encaminhá-la com informações mais precisas sobre o problema
mediúnico. Não se deve tentar o seu desenvolvimento em sessões, a não ser que se trate de um caso
obsessivo. Mas mesmo nesse caso é necessário cuidado para orientar o adolescente sem excitar a sua
imaginação, acostumando-o ao processo natural regido pelas leis do crescimento.
O passe, a prece, as reuniões para estudo doutrinário são os meios de auxiliar o processo sem
forçá-lo, dando-lhe a orientação necessária.
Certos adolescentes integram-se rápida e naturalmente na nova situação e se preparam a sério
para a atividade mediúnica. Outros rejeitam a mediunidade e procuram voltar-se apenas para os sonhos
juvenis. É a hora das atividades lúdicas, dos jogos e esportes, do estudo e aquisição de conhecimentos
gerais, da integração mais completa na realidade terrena. Não se deve forçá-los, mas apenas estimulá-los
no tocante aos ensinos espíritas. Sua mente se abre para o contato mais profundo e constante com a vida
do mundo. Mas ele já traz na consciência as diretrizes próprias da sua vida, que se manifestarão mais ou
menos nítidas em suas tendências e em seus anseios. Forçá-lo a seguir um rumo que repele é cometer
uma violência de graves conseqüências futuras. Os exemplos dos familiares influem mais em suas opções
do que os ensinos e as exortações orais. Ele toma conta de si mesmo e firma a sua personalidade. É
preciso respeitá-lo e ajudá-lo com amor e compreensão.
O terceiro ciclo ocorre geralmente na passagem da adolescência para a juventude, entre os dezoito
e vinte e cinco anos. É o tempo, nessa fase, dos estudos sérios do Espiritismo e da Mediunidade, bem
como da prática mediúnica livre, nos centros e grupos espíritas. Se a mediunidade não se definiu
devidamente, não se deve ter preocupações. Há processos que demoram até a proximidade dos 30 anos,
da maturidade corporal, para a verdadeira eclosão da mediunidade. Basta mantê-lo em ligação com as
atividades espíritas, sem forçá-lo. Se ele não revela nenhuma tendência mediúnica, o melhor é dar-lhe
apenas acesso a atividades sociais ou assistenciais. As sessões de educação mediúnica (impropriamente
chamadas de desenvolvimento) destinam-se apenas a médiuns já caracterizados por manifestações
espontâneas, portanto já desenvolvidos.
Mediunidade – J. Herculano Pires – pág. 12



http://medicinaespiritual.blogspot.com.br/2008/08/animismo-e-mediunidade-em-crianas-dr.html

Animismo e Mediunidade em Crianças - Dr. Ricardo Di Bernardi

CONCEITO
Mediunidade em crianças, significa, que a criança tem percepção extra-sensorial isto é , capta, sente, e se inter-relaciona com outras dimensões; dimensões estas conhecidas pela designação de “mundo espiritual”.
Muitos consideram estas relações como meras fantasias infantis, mas, apesar destas fantasias existirem ( e são situações importantes para a criança e devem ser objeto de estudo do psicólogo e do pediatra), há também percepções espirituais claras, definidas, com diálogoslúcidos contendo informações comprovadamente desconhecidas pela criança, a serem confirmadas pelo estudioso.



LEMBRANÇAS DE VIDAS PASSADAS
Há crianças que se recordam, inclusive, de vidas passadas, conforme os milhares de casos documentados em inúmeras universidades. Em Virgínia, USA, por exemplo, Yan Stevenson, neuropsiquiatra, em seus arquivos, tem 2.000 crianças fichadas, com relatos bem detalhados. Tratam-se de crianças que informam muitas minúcias de vidas pretéritas, as quais são exaustivamente pesquisadas e, por fim, comprovadas. Tais informações compreendem a chamada Memória Extra-Cerebral (MEC), que não pertence ao cérebro, mas, sim, a uma outra estrutura energética (espiritual), da criança. São vivências que o espírito experienciou em vidas anteriores, gravadas nos seus corpos sutis, cujas vibrações extravazam para o consciente do infante.


FORMAS PENSAMENTO
Voltando às visões da criança, e excluindo-se as chamadas fantasias infantis, há situações em que a criança plasma determinada imagem (ideoplastia ou forma-pensamento), a qual é vitalizada com bioenergia (energia vital, fluido vital, prana). Exemplificativamente, se a criança crê, firmemente, no bicho-papão, e alguém sempre o descreve em detalhes, ela mentalmente criará a figura e alimentará esta forma-pensamento com sua energia dando-lhe vida aparente (transitória). Um médium vidente pode, facilmente, enxergar esta ideoplastia criada pela criança, decorrente de uma educação mal-orientada.


PERCEPÇÃO DE ESPÍRITOS
No entanto, existem muitas situações em que a criança, realmente, vê espíritos.
Nesta fase, isto é, até os 7 anos de idade (e, principalmente, até os 4), o infante tem seu corpo energético (espiritual) ainda não totalmente fixado ao corpo biológico. As “sobras” do corpo energético se constituem em janelas psíquicas, ou seja, aberturas para a percepção do campo espiritual. Algumas crianças, com a mielinização cerebral (amadurecimento dos neurônios), em idade um pouco mais avançada, “fecham” estas janelas psíquicas, fixando mais intensamente o perispírito e perdem esta facilidade de contato. Assim, não se deve falar, ainda, em mediunidade no sentido de mediunidade-tarefa propriamente dita.


SUGESTÕES DE CONDUTA
A mediunidade, bem explicada e bem conduzida, é idêntica à inteligência. Não é perigosa, a não ser se utilizada equivocadamente, incompreendida ou negada, etc. Em geral, diante de crianças que estejam enxergando espíritos, é recomendável:
1) Não negar ou afirmar que a criança NÃO ESTÁ VENDO. Ela (no caso) está vendo mesmo. Se negarmos, a criança acreditará que não é normal, ou está “pirada”;
2) Procurar identificar o nível ético da entidade extrafísica, por meio de perguntas (feitas à criança) sobre a conversa do espírito e avaliar as respostas;
3) Em se tratando de um ser de padrão ou grau evolutivo superior (“anjinho da guarda”), procurar estabelecer um diálogo fraterno, respeitoso porém atento com a entidade;
4) Em se tratando de um espírito sem a menor responsabilidade, mas sem intenções nocivas, procurar entrar em contato com o protetor espiritual do mesmo pedindo o seu afastamento, sem agressividade, com amor, e mentalmente solicitando o amparo dos nossos mentores espirituais;
5) Em se tratando de espíritos em situação de desequilíbrio mental, ou com intenções negativas, recomenda-se procurar um centro espírita, evitando-se, do contrário, certos trabalhos espirituais “pagos”, pois tais não são amparados por espíritos de luz;
6) Finalmente, ler e estudar o assunto, para inteirar-se das questões espirituais, a fim de fornecer explicações corretas às crianças.
Com isto, os resultados são muito bons, e estas crianças, cada vez mais sensitivas, acham-se mais abertas ao conhecimento e à espiritualidade superior.
Ricardo Di Bernardi é médico homeopata e presidente do ICEF- Instituto de Cultura Espírita de Florianópolis – SC

Entrevista: MEDIUNIDADE EM CRIANÇAS - Suely Caldas Schubert – BH http://www.youtube.com/watch?v=u0EySCFP2bE



Palestra Dra. Anete Guimarães – O que é mediunidade? (parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=iexZApwj-Ao / parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=xG2PnkpAs9c)

Todo médium é sensitivo – apresenta fenômeno anímico de telepatia, por exemplo, e ao mesmo tempo, percebe o espírito que está em contato com ele, por meio da visão, audição, sensação, sendo este um fenômeno mediúnico. Porém, nem todos os sensitivos são médiums, por exemplo: a pessoa pode ter a telepatia e não ver espíritos.

O que diferencia um fenômeno anímico de mediúnico é a presença ou ausência de um espírito atuando para que determinado fenômeno ocorra. Os fenômenos anímicos acontecem conforme as propriedades naturais do corpo/espírito.

O que é mediunidade: “É a faculdade que algumas pessoas possuem de servir de intermediário entre o mundo físico e o mundo espiritual (Livro dos Médiums).” Para agir sobre a matéria o espírito só tem 2 formas: ou ele encarna ou ele age por intermédio de um espírito encarnado.

Mediunidade tem um significado e médium tem outro: “mediunidade é a faculdade de trazer coisas do mundo espiritual para o físico”, já a palavra médium, segundo o Livro dos Médiuns, é aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos espíritos. No Livro dos Espíritos, o espírito responde à pergunta de Kardec sobre “todos serem influenciados pelos espíritos” e no Livro dos Médiuns diz que “Raros são aqueles que não possuem dela (mediunidade) algum rudimento. Pode-se até dizer que todos são médiuns, mas médiuns somente os são aqueles que possuem a faculdade ostensiva” Observe que no Livro dos Médiuns diz que médium é aquele que SENTE (percebe fisicamente: sente a presença, vê, ouve, arrepia, etc) a influência e o Livro dos Espíritos diz que todos SÃO influenciados pelos espíritos. Isso é diferente de dizer que todos são médiuns. Então, observe que podemos ser influênciados, mas sem que percebamos fisicamente esta influência, embora possamos ter respostas intelectuais, emoções como resposta à esta influência, e não necessariamente perceberemos fisicamente esta influência. Somente os médiuns têm a percepção física com essa influência, seja lá qual for o grau de percepção desta influência.

Significado da palavra INFLUÊNCIA
In – mudança
Flu – fluir (movimento e direção: o sangue flui, o trânsito flui.. Infliur é mudar a direção de algo)
Ência - qualidade

Agora, sobre a frase “raros são aqueles que não possuem dela algum rudimento”, siginifica que quase não se encontra pessoas que não têm, pelo menos, vestígio da mediunidade. Isso não quer dizer que todas as pessoas que têm mediunidade sejam médiuns. Na continuação da resposta, o espírito diz médium é somente aquele que tem a faculdade ostensiva, ou seja, a mediunidade (faculdade) é ostensiva (todo mundo vê, aparece para todos). O médium é aquele que sente sempre muito ou pouca influência física dos espíritos.

Diferença entre pessoas que têm rudimentos de mediunidade e pessoas que são médiuns: a pessoa que tem rudimentos pode, por exemplo, em algum momento da vida ver seu pai que desencarnou aparecer em uma noite e passar uma mensagem, sendo que antes e depois deste momento ela nunca perecebeu fisicamente a influência dos espíritos (arrepios, sensação de “presenças” invisíveis, visão, audiência, etc). Essa pessoa teve um efeito paranormal mediúnico que só foi possível por ela ter mediunidade, mas não significa que é médium. O mesmo ocorre com algumas pessoas que sobre efeito do álcool ou drogas e, entram em um estado de trânse que passam a perceber a presença dos espíritos. Já o médium tem essas percepções físicas sempre, em qualquer lugar ou estado de consciência, sem a necessidade de fármacos/químicos para que aconteça a percepção. Então, possuir mediunidade não significa ser médium. O médium não tem controle desta percepção, mas ele pode educar a mediunidade.

Tipos de mediunidade:
- De efeitos físicos, sensitivos ou impressionáveis: materialização (o rosto de um espírito pode ser materializado através do ectoplasma que é gasoso, doado pelo médium para que o espírito se materialize); levitação ou movimentação de objetos; corporificação completa onde é possível sentir a pele do espírito corporificado, retirar seu sangue, pesar seu peso (esse tipo de mediunidade é muito raro), transfiguração (a pessoa encarnada se “transforma” na forma física do espírito que está influenciando)
- Efeitos auditivos (o médium escuta vozes, o espírito falando)
- Efeito de vidência (o médium vê espíritos, lugares/ambientes)
- Efeito de cura (o médium é capaz de promover curas através da influência dos espíritos)
- Efeito psicógrafico (o médium escreve mensagens por influência dos espíritos)

No Livro dos Espíritos existem 36 orientações para as pessoas que não são médiuns. A tarefa de preferência em uma reunião mediúnica, para quem não é médium é a doutrinação. Isso faz com que a pessoa não entre na frequência do espítiro, mantendo a isenção suficiente e possa manter a imparcialidade relacionada à influência do espírito. Se entrar no livro “Nos domínios da mediunidade” tem mais recomendações ainda.

Para ter uma reunião mediúnica é necessário jejum moral. Não é a mediunidade que faz mal, é comportamento do médium que pode fazer isso.


http://www.ieja.org/portugues/Estudos/Artigos/p_psicografia.htm



Na questão 402, Kardec trata de uma "espécie de clarividência" que acontece durante os sonhos, onde a alma tem a faculdade de perceber eventos que acontecem em outros lugares. Neste ponto, portanto, ele emprega o termo como uma faculdade de ver à distância sem o emprego dos olhos. Os sonâmbulos seriam capazes deste fenômeno devido à faculdade de afastamento da alma de seu respectivo corpo seguida da possibilidade de locomoção da mesma. (q. 432)

Pouco depois, na questão 428, ele indaga aos espíritos sobre a "clarividência sonambúlica". Ele certamente se refere à faculdade já bastante descrita na literatura que trata do sonambulismo magnético, que, na questão 426, os espíritos consideraram equivalente ao sonambulismo natural, com a diferença de ter sido provocado. Os espíritos lhe respondem que as duas faculdades possuem uma mesma causa: a percepção visual é realizada diretamente pela alma do clarividente. Logo a seguir, Kardec pergunta sobre os outros fenômenos da clarividência sonambúlica (q. 429) como a visão através dos corpos opacos e a transposição dos sentidos. Os espíritos reafirmam que os clarividentes vêem afastados de seus corpos, e que a impressão que afirmam de estarem "vendo" por alguma parte do corpo, reside na crença que possuem que precisam deste para perceberem os objetos. A existência da faculdade sonambúlica não assegura a veracidade de todas as informações obtidas neste estado, com o que concordam os espíritos (q. 430).

Dando continuidade à linha de indagações sobre o sonambulismo, Kardec pergunta de onde se originam os conhecimentos apresentados pelos sonâmbulos que eles não possuem em estado de vigília e que não se explicam diretamente pela percepção sonambúlica. Os espíritos argumentam que em estado de emancipação, os sonâmbulos podem acessar conhecimentos que lhes são próprios, originários de existências anteriores, ou de outros espíritos com quem comunicam-se (q. 431). Faz sentido, então, questionar se todos os sonâmbulos são médiuns sonambúlicos, distinção esta que Kardec aprofundará em "O Livro dos Médiuns". Ainda em "O Livro dos Espíritos", afirma-se que a maioria dos sonâmbulos vê os espíritos, mas que muitos deles podem crer que se trate de pessoas encarnadas, por lhes ser estranha a idéia de seres espirituais.

3. Êxtase e Clarividência
Kardec distingue os fenômenos sonambúlicos do êxtase e da dupla vista. O êxtase seria um sonambulismo profundo. Neste estado ocorreria o contato com espíritos etéreos, o que causa as impressões geralmente registradas pelos santos. Na questão 455 encontra-se a seguinte descrição:

"Cerca-o então resplendente e desusado fulgor, inebriam-no harmonias que na Terra se desconhecem, indefinível bem-estar o invade: goza antecipadamente da beatitude celeste e bem se pode dizer que pousa um pé no limiar da eternidade. No estado de êxtase, o aniquilamento do corpo é quase completo. Fica-lhe somente, pode-se dizer, a vida orgânica. Sente-se que a alma se lhe acha presa unicamente por um fio, que mais um pequenino esforço quebraria sem remissão. Nesse estado, desaparecem todos os pensamentos terrestres, cedendo lugar ao sentimento apurado, que constitui a essência mesma do nosso ser imaterial "

Kardec, entretanto, admite que muitas vezes o extático é vítima da sua própria excitação, fazendo descrições pouco exatas e pouco verossímeis, podendo chegar a ser dominados por espíritos inferiores que se aproveitam da sua condição.

Êxtase, portanto, é um estado sonambúlico profundo caracterizado pela perda ou extrema redução da consciência dos eventos que acontecem ao redor do extático, alterações emocionais e um certo sentimento de "sagrado", onde o mecanismo básico é a emancipação da alma.

4. Lucidez e Clarividência
No livro "Definições Espíritas", Kardec define a clarividência como a "faculdade de ver sem o concurso da visão" e logo depois como "percepção sem o concurso dos sentidos". Posteriormente Kardec distingue clarividência de lucidez, da seguinte forma:

"A palavra clarividência é mais genérica; lucidez se diz mais particularmente da clarividência sonambúlica." (KARDEC, 1997. p. 85)








Filmes para passar na aula:
Trecho Ghost: final do filme -



 Prof. Isis

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