Pesquisar este blog

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Justiça Divina - aula juventude - 19/04/2014

Aula Justiça Divina

Tema do mês: MUNDO ESPÍRITA                                                          Data: 19 Abr 2014

Tema Central: Deus

Objetivo Formativo: Desenvolver sentimento de gratidão e reverência a Deus.
Objetivo Informativo: Reconhecer que a essência divina está presente em todo o universo.
Objetivo da aula: Diferenciar fé da sorte e mostrar como a justiça divina atua em todos os acontecimentos de nossas vidas.


Prece inicial: 03´

Incentivo Inicial: Identificando Nossos Valores - 15’

Evangelizador distribui a cada evangelizando um cartão com um valor descrito, por exemplo: humildade, sinceridade, generosidade, sabedoria, paciência, etc.
Após cada um receber o cartão, permite-se que um momento para reflexão pessoal (aguns minutos rápidos).
Em seguida, pede-se que cada um diga se considera possuir o mesmo o valor que está em seu cartão ou não e, também, se reconhece no grupo alguém que tenha o mesmo valor (preferencialmente, todos deverão reconhecer esse valor/virtude em alguém presente na sala).
Encerrar a dinâmica com as perguntas:
- Podemos dizer que todas essas e mais virtudes / valores fazem parte do ser humano?
- Se não, como elas foram parar em nós? Nós aprendemos isso?
- Quem não expressa / tem essas virtudes é um azarado?
- E Deus, tem algo a ver com essas virtude / valores?

Desenvolvimento: O Hóspede – 30’

Evangelizador reúne todos formando um pequeno círculo e inicia a leitura de uma história, pedindo que prestem atenção no que vai acontecer com os personagens da história.

O Hóspede

       Quem mora em cidades praianas raramente sente falta de visitantes, principalmente durante a temporada de férias. Na maioria das vezes este fato é uma experiência agradável para os donos da casa. Há pouco, porém, recebemos uma visita que foi o fim.
       Ele apareceu com uma comitiva não inferior a três pessoas, cuja missão na vida era atender a todas as suas necessidades. Fomos informados que teríamos que acomodar toda essa gente. Assim o fizemos.
       Ele chegou trazendo (imagina só!) a sua própria coleção de ferramentas e, nos momentos de folga, começava a desmontar quase tudo o que havia na casa.
       Gostamos de levar as pessoas que nos visitam pela primeira vez para almoçar num belo restaurante na parte mais alta da cidade, onde se tem uma vista maravilhosa. A paisagem geralmente deixa as pessoas fascinadas. Pois o cara nem ligou: chegava a bocejar de sono.
       Como se não bastasse,  fez uma cena na hora do almoço, recusando comer o que fora pedido para ele, jogando o prato longe. Além disso, antes de sairmos do local, peguei-o beijando a garçonete.
       Revelou-se  um verdadeiro desmancha prazeres. Enquanto ele dormia, a sua comitiva para que o seu sono não fosse interrompido, obrigando todos a andarem na ponta dos pés e a falar baixinho. Quando acordava, por volta das cinco horas da manhã, era propenso a fazer com que todos acordassem também, monopolizando a conversa em tom de voz bastante elevado.
       Enfim, todos tinham que estar totalmente à sua disposição, atendê-lo em todas as necessidades e do jeito que ele queria.



Após a breve leitura, perguntar aos participantes: “Que tipo de pessoa é essa?”

Dar alguns minutos para que o grupo responda e por fim, revelar: é um bebê!

Ir anotando no quadro as respostas que forem surgindo e tentar separá-las por categoria, ex: julgamentos, críticas, elogios...

A partir da revelação, a forma de perceber a história muda e passa-se à discussão da necessidade de compreender o próximo, de perceber como Deus criou a natureza do homem, focar nas Leis Divinas, em diferenciar nossa visão/julgamento sobre as coisas das coisas como realmente são, a bondade de Deus, a vida como escola e meio para evolução, etc. Correlacionar os comentários sobre que tipo de pessoa era o protagonista da história com estes temas a serem discutidos, mostando como percebemos o mundo, a vida e Deus de acordo com nossos próprios olhos/experiências individuais...

Reforçar que Deus está acima de nossas percepções, pois foi ele a causa, o criador de tudo e de toda perfeição que somos capazes de conceber....

Fixação:  Momento reflexão – 10’

Então, se Deus faz tudo perfeito, se Deus é amor e criou as Leis Divinas e Eternas, se temos as virtudes que identificamos no início da aula e podemos aprender a desenvolvê-las em nós, não sendo caso de sorte de uns e azar de outros, porque certas coisas acontecem na vida?

- Porque crianças boas e cheias de virtudes sofrem? (exemplos: crianças que nascem com doentes, que desenvolvem um câncer, cegas, com doença incurável tipo HIV...)
- Porque pessoas inocentes morrem tragicamente? (ex: pessoas assinadas brutalmente, queda do avião da TAM...)
- Porque pessoas inocentes sofrem tanto? (Ex: jovens que sofrem abuso sexual em casa, pessoas inocentes que são condenadas à anos de prisão...)

A justiça divina está sempre atuando, em todas as circunstâncias!

Quanto mais longe das Leis de Deus, mais sofrimento o homem passará, mais dor, mais maldade... Lembram-se do filme da aula da tia Cris, onde Eistein dizia que a maldade não é criação divina, mas é a ausência do amor no coração dos homens... O amor faz parte da justiça divina, pois Deus é amor...
As ocorrências em nossas vidas (tragédias, doenças, “coisas que achamos injustas”, dores...) acontecem da maneira como são devido às nossas escolhas (livre arbítrio) e distanciamento de Deus, por ex: quando tratamos um gatinho / cachorro / pássaro / peixinho com carinho, significa que escolhemos respeitar essa vida e dar amor à ela. Assim ocorre quando tratamos uma outra pessoa desta mesma maneira. O contrário é verdadeiro, se o tratamos com revolta, indiferença e/ou brutalidade, significa que escolhemos desrespeitar essa vida e, com isso, nos distanciamos do Deus e damos abertura à maldade, energias negativas e atração de espíritos que caminham nessa vibração...

Nas duas situações teremos uma consequência, na primeira teremos juntos de nós mais amor, respeito, felicidade... na segunda situação teremos junto de nós mais sofrimento, dor e maldade... Assim, algumas das tragédias que vemos estão relacionadas à estas escolhas que fazemos nesta ou em outras vidas...

Além disso, outras situações de doenças e mortes trágicas também acontecem com o objetivo de ensinar, evoluir... ex: uma criança que desenvolve um câncer raro e incurável no cerébro pode ter escolhido passar por isso, nesta vida, para ajudar os pais a compreenderem que mais vale a vida do que os bens materiais que eles podem oferecer aos seus filhos, ensinando assim, o valor da vida e não da matéria... Por isso, não faz sentido acreditar que a família foi azarada ou que a criança não teve sorte na vida. Muito menos pensar que as crianças que crescem saudáveis e as famílias que não têm estes tipos de problemas são sortudas, como se as coisas ocorressem ao acaso.... Deus escreve certo por linhas retas... nada acontece ao acaso... tudo tem uma razão de ser como é!

Algumas pessoas que nesta vida nos parece sofredores inocentes, como no caso de crianças que são assassinadas pelos pais, podem ter causado, em vida anterior, o mesmo tipo de morte às pessoas que hoje são seus pais... isso não quer dizer que eles tenham vindo juntos nesta vida, novamente, para se pagar com a mesma moeda, mas tiveram a chance divina de poderem refazer esta história de maneira diferente, com o perdão e evolução do amor entre eles...

Deus, em sua perfeição, magnitude e amor, jamais colocará na vida das pessoas a maldade. Nós é que ainda estamos pequenos, imperfeitos e pouco iluminados para compreender como Deus nos ama e nos abençoa todos os dias, com a dádiva da vida, nos permitindo a cada instante da nossa existência a chance de acertamos, de fazermos o que quisermos novamente, mas desta vez, com amor, respeito, compreensão, tolerância, fé, atraindo luz e bondade, e aumentando a luz que nos é própria! 

Prece Final – 2’

Bibliografia:        



Livro – O Céu e o Inferno (Francisco Cândido Xavier)



 Prof. Isis

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Deus - Aula Juventude - 11/04/2014

Tema: Deus                                        

Objetivos:
Informativos: Informar aos jovens sobre Deus, onde podemos vê-lo, seus atributos. Por que acreditar em Deus independentemente da religião - é a fé.... Reforçar que não se trata de Deus punitivo e, o que difere a pessoa que tem da fé da que não tem...
Formativos: Desenvolver o amor, respeito e gratidão a Deus. Reconhecer que a essência divina está presente em todo o universo.

Incentivação Inicial: (5’)
Levar um vídeo sobre DEUS – Albert Einstein

A partir do vídeo....

Desenvolvimento: (25’):
Cada jovem receberá algumas folhas de post-it. Em cada folhinha eles deverão escrever palavras que lembrem Deus. Montar o seguinte painel:
1 – Perguntar aos Jovens, o que vem à sua cabeça quando falo Deus??
2 – Como podemos provar que Deus existe?
3 – Quais as qualidades de Deus?
4 – Você acredita em Deus?
Cada participante deverá colar o seu post-it formando um grande painel.
Os post it já estarão agrupados por assuntos
Discorrer rapidamente sobre os 4 grupos.

Fixação (25´):
Dividir a sala em dois grupos.
Um será o grupo que acredita em Deus e ou outro grupo não acredita em Deus. O evangelizador é o mediador. Num primeiro momento, eles deverão convencer o outro grupo a mudar de idéia, num segundo momento, eles deverão debater um case, sob a ótica de cada um dos grupos.

Grupo que não Acredita em Deus.

Você faz parte do grupo que não acredita em Deus. Você é materialista e acredita somente nas leis da física. Acredita que não existe espírito e que quando morremos tudo se finda.

Você tem a missão de fazer o outro grupo ser materialista e Não acreditar em Deus

Crie algumas perguntas para o outro grupo, tentando induzi-los a não acreditar em Deus.



Grupo que Acredita em Deus

Você faz parte do grupo que acredita em Deus. Voce é espiritualista, acredita nas Leis Divinas e Naturais, bem como na reencarnação.

Você tem a missão de fazer o outro grupo a ser espiritualista e acreditar em Deus.

Crie algumas perguntas para o outro grupo, tentando induzi-los a acreditar em Deus.

Por fim, levar um case, onde os dois grupos deverão debater sob a ótica de cada um dos grupo.

Avaliação:



Conteúdo:

1. Que é Deus?
“Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”

2. Que se deve entender por infinito?
“O que não tem começo nem fim: o desconhecido; tudo que é desconhecido é
infinito.”

3. Poder-se-ia dizer que Deus é o infinito?
“Definição incompleta. Pobreza da linguagem humana, insuficiente para definir o
que está acima da linguagem dos homens.”

Deus é infinito em Suas perfeições, mas o infinito é uma abstração. Dizer que Deus
é o infinito é tomar o atributo de uma coisa pela coisa mesma, é definir uma coisa que não
está conhecida por uma outra que não está mais do que a primeira.

Provas da existência de Deus

4. Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?
“Num axioma que aplicais às vossas ciências. Não há efeito sem causa. Procurai a
causa de tudo o que não é obra do homem e a vossa razão responderá.”
Para crer-se em Deus, basta se lance o olhar sobre as obras da Criação. O Universo
existe, logo tem uma causa. Duvidar da existência de Deus é negar que todo efeito tem uma
causa e avançar que o nada pôde fazer alguma coisa.

5. Que dedução se pode tirar do sentimento instintivo, que todos os homens trazem
em si, da existência de Deus?
“A de que Deus existe; pois, donde lhes viria esse sentimento, se não tivesse uma
base? É ainda uma conseqüência do princípio - não há efeito sem causa.”

6. O sentimento íntimo que temos da existência de Deus não poderia ser fruto da
educação, resultado de idéias adquiridas?
“Se assim fosse, por que existiria nos vossos selvagens esse sentimento?”
Se o sentimento da existência de um ser supremo fosse tão-somente produto de um
ensino, não seria universal e não existiria senão nos que houvessem podido receber esse
ensino, conforme se dá com as noções científicas.

7. Poder-se-ia achar nas propriedades íntimas da matéria a causa primária da
formação das coisas?
“Mas, então, qual seria a causa dessas propriedades? É indispensável sempre uma
causa primária.”

DE DEUS
Atribuir a formação primária das coisas às propriedades íntimas da matéria seria
tomar o efeito pela causa, porquanto essas propriedades são, também elas, um efeito que há
de ter uma causa.

8. Que se deve pensar da opinião dos que atribuem a formação primária a uma
combinação fortuita da matéria, ou, por outra, ao acaso?
“Outro absurdo! Que homem de bom-senso pode considerar o acaso um ser
inteligente? E, demais, que é o acaso? Nada.”
A harmonia existente no mecanismo do Universo patenteia combinações e desígnios
determinados e, por isso mesmo, revela um poder inteligente. Atribuir a formação primária
ao acaso é insensatez, pois que o acaso é cego e não pode produzir os efeitos que a
inteligência produz. Um acaso inteligente já não seria acaso.

9. Em que é que, na causa primária, se revela uma inteligência suprema e superior
a todas as inteligências?
“Tendes um provérbio que diz: Pela obra se reconhece o autor. Pois bem! Vede a
obra e procurai o autor. O orgulho é que gera a incredulidade. O homem orgulhoso nada
admite acima de si. Por isso é que ele se denomina a si mesmo de espírito forte. Pobre ser,
que um sopro de Deus pode abater!”
Do poder de uma inteligência se julga pelas obras. Não podendo nenhum ser
humano criar o que a Natureza produz, a causa primária é, conseguintemente, uma
inteligência superior à Humanidade.
Quaisquer que sejam os prodígios que a inteligência humana tenha operado, ela
própria tem uma causa e, quanto maior for o que opere, tanto maior há de ser a causa
primária. Aquela inteligência superior é que é a causa primária de todas as coisas, seja qual
for o nome que lhe dêem.

Atributos da divindade

10. Pode o homem compreender a natureza íntima de Deus?
“Não; falta-lhe para isso o sentido.”

11. Será dado um dia ao homem compreender o mistério da Divindade?
“Quando não mais tiver o espírito obscurecido pela matéria. Quando, pela sua
perfeição, se houver aproximado de Deus, ele o verá e compreenderá.”
A inferioridade das faculdades do homem não lhe permite compreender a natureza
íntima de Deus. Na infância da Humanidade, o homem O confunde muitas vezes com a
criatura, cujas imperfeições lhe atribui; mas, à medida que nele se desenvolve o senso
moral, seu pensamento penetra melhor no âmago das coisas; então, faz idéia mais justa da
Divindade e, ainda que sempre incompleta, mais conforme à sã razão.

12. Embora não possamos compreender a natureza íntima de Deus, podemos
formar idéia de algumas de Suas perfeições?
“De algumas, sim. O homem as compreende melhor à proporção que se eleva acima
da matéria. Entrevê-as pelo pensamento.”

13. Quando dizemos que Deus é eterno, infinito, imutável, imaterial, único,
onipotente, soberanamente justo e bom, temos idéia completa de Seus atributos?
“Do vosso ponto de vista, sim, porque credes abranger tudo. Sabei, porém, que há
coisas que estão acima da inteligência do homem mais inteligente, as quais a vossa
linguagem, restrita às vossas idéias e sensações, não tem meios de exprimir. A razão, com
efeito, vos diz que Deus deve possuir em grau supremo essas perfeições, porquanto, se uma
Lhe faltasse, ou não fosse infinita, já Ele não seria superior a tudo, não seria, por
conseguinte, Deus. Para estar acima de todas as coisas, Deus tem que se achar isento de
qualquer vicissitude e de qualquer das imperfeições que a imaginação possa conceber.”

DE DEUS

Deus é eterno. Se tivesse tido princípio, teria saído do nada, ou, então, também teria
sido criado, por um ser anterior. É assim que, de degrau em degrau, remontamos ao infinito
e à eternidade.

É imutável. Se estivesse sujeito a mudanças, as leis que regem o Universo nenhuma
estabilidade teriam.

É imaterial. Quer isto dizer que a sua natureza difere de tudo o que chamamos
matéria. De outro modo, ele não seria imutável, porque estaria sujeito às transformações da
matéria.

É único. Se muitos Deuses houvesse, não haveria unidade de vistas, nem unidade de
poder na ordenação do Universo.

É onipotente. Ele o é, porque é único. Se não dispusesse do soberano poder, algo
haveria mais poderoso ou tão poderoso quanto ele, que então não teria feito todas as coisas.
As que não houvesse feito seriam obra de outro Deus.

É soberanamente justo e bom. A sabedoria providencial das leis divinas se revela,
assim nas mais pequeninas coisas, como nas maiores, e essa sabedoria não permite se
duvide nem da justiça nem da bondade de Deus.

Panteísmo

14. Deus é um ser distinto, ou será, como opinam alguns, a resultante de todas as
forças e de todas as inteligências do Universo reunidas?
“Se fosse assim, Deus não existiria, porquanto seria efeito e não causa. Ele não pode
ser ao mesmo tempo uma e outra coisa.
“Deus existe; disso não podeis duvidar e é o essencial. Crede-me, não vades além.
Não vos percais num labirinto donde não lograríeis sair. Isso não vos tornaria melhores,
antes um pouco mais orgulhosos, pois que acreditaríeis saber, quando na realidade nada
saberíeis. Deixai, consequentemente, de lado todos esses sistemas; tendes bastantes coisas
que vos tocam mais de perto, a começar por vós mesmos. Estudai as vossas próprias
imperfeições, a fim de vos libertardes delas, o que será mais útil do que pretenderdes
penetrar no que é impenetrável.”

15. Que se deve pensar da opinião segundo a qual todos os corpos da Natureza,
todos os seres, todos os globos do Universo seriam partes da Divindade e constituiriam, em
conjunto, a própria Divindade, ou, por outra, que se deve pensar da doutrina panteísta?
“Não podendo fazer-se Deus, o homem quer ao menos ser uma parte de Deus.”

16. Pretendem os que professam esta doutrina achar nela a demonstração de
alguns dos atributos de Deus: Sendo infinitos os mundos, Deus é, por isso mesmo, infinito;
não havendo o vazio, ou o nada em parte alguma, Deus está por toda parte; estando Deus
em toda parte, pois que tudo é parte integrante de Deus, Ele dá a todos os fenômenos da
Natureza uma razão de ser inteligente. Que se pode opor a este raciocínio?
“A razão. Refleti maduramente e não vos será difícil reconhecer-lhe o absurdo.”
Esta doutrina faz de Deus um ser material que, embora dotado de suprema
inteligência, seria em ponto grande o que somos em ponto pequeno. Ora, transformando-se
a matéria incessantemente, Deus, se fosse assim, nenhuma estabilidade teria; achar-se-ia
sujeito a todas as vicissitudes, mesmo a todas as necessidades da Humanidade; faltar-lhe-ia
um dos atributos essenciais da Divindade: a imutabilidade. Não se podem aliar as
propriedades da matéria à idéia de Deus, sem que Ele fique rebaixado ante a nossa
compreensão e não haverá sutilezas de sofismas que cheguem a resolver o problema da Sua
natureza íntima. Não sabemos tudo o que Ele é, mas sabemos o que Ele não pode deixar de
ser e o sistema de que tratamos está em contradição com as suas mais essenciais
propriedades. Ele confunde o Criador com a criatura, exatamente como o faria quem
pretendesse que engenhosa máquina fosse parte integrante do mecânico que a imaginou.
A inteligência de Deus se revela em Suas obras como a de um pintor no seu quadro;
mas, as obras de Deus não são o próprio Deus, como o quadro não é o pintor que o

concebeu e executou.

Prof. Cris